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Dia Nacional do Cigano

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O Dia Nacional do Cigano, 24 de maio, foi instituído por meio de Decreto da Presidência da República no ano de 2006. O objetivo deste decreto é reconhecer a contribuição da etnia cigana na formação da história e da identidade cultural brasileira. Assim, no dia 24 de maio se celebra a história e as culturas dos povos ciganos, as quais são marcadas pelo sentimento de união e luta contra o preconceito e a discriminação.

Há ciganos em todas as regiões do território brasileiro, representados por três etnias: Calon, Rom e Sinti. Cada uma dessas etnias tem línguas, culturas e costumes próprios. Os Ciganos são identificados pelo pertencimento ao grupo e pelos locais em que são encontrados realizando suas tarefas cotidianas. A maioria deles atua principalmente no comércio itinerante, basicamente com a venda de objetos de cama, mesa e banho e, em alguns casos, negociando automóveis. Atuam também na música, na dança, bem como com buena ditcha (leitura das linhas das mãos).

De acordo com a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, foram identificados 337 municípios com acampamentos ciganos, localizados em 24 estados, sendo Minas Gerais (61 municípios), Bahia (56 municípios), São Paulo (33 municípios) e Goiás (31 municípios) os de maior concentração. Dos 337 municípios, 73 deles declararam que possuem local próprio (espaço público) destinado para esse fim (21,66%).

Surgiram nos últimos anos importantes avanços tanto na legislação quanto na construção de debates sobre politicas públicas para os povos ciganos, buscando o fortalecimento e o acesso à educação (Resolução CNE/CEB nº 3, de 16 de maio 2012), bem como o acolhimento desses povos tradicionais nos programas sociais e serviços públicos. Estes debates tiveram a participação e presença ativa dos representantes de todas as etnias ciganas do Brasil.

Garantir o acesso à educação para esse público ainda é um desafio, entretanto, conforme afirma José Ruiter (Lovara/rom, de Alagoas): "SE O CAMINHO É LONGO, NÃO SE DEVE ANDAR SOZINHO".

É compartilhando dessa ideia que o Ministério da Educação busca consolidar avanços e enfrentar desafios com respeito às culturas e à sociodiversidade para uma escola pública moderna, democrática e plural.

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